(Artigo publicado originalmente em holandês pelo de Telegraaf / Vrouw, abril de 2025)
Em 2010, Diana Nijboer (60) e o marido se mudaram para o Brasil, onde ela ajuda crianças das favelas por meio de sua fundação, a EduMais.
DIANA NIJBOER (60)
Morou em: Brabante (Países Baixos)
Emigrou para: Rio de Janeiro, Brasil
Sente falta de: “Minha família e meus amigos. E do lindo céu sobre os pôlderes, com aquelas belas nuvens brancas — especialmente logo depois de uma geada. Não se vê isso por aqui.”
O que menos gosta: “As pessoas jogam lixo nas ruas por aqui. Nos Países Baixos, todo mundo ajuda a manter a cidade limpa.”
O melhor: “As pessoas são muito gentis e acolhedoras. Elas realmente dedicam tempo a você.”
“Nunca me senti insegura aqui.”
“Meu marido Gerard é treinador de atletismo e recebeu uma oferta de emprego no Brasil. Somos aventureiros e agarramos a oportunidade com as duas mãos. O projeto do meu marido terminou depois de cinco anos, mas eu ainda não queria deixar o Rio e, nesse meio-tempo, tinha criado uma fundação, pois fiquei muito sensibilizada com as condições de vida das crianças nas favelas. Gerard agora trabalha e mora pelo mundo todo. Nós dois fazemos o que gostamos e, embora não nos vejamos mais todos os dias, temos um bom relacionamento. Algumas vezes por ano, passamos várias semanas juntos e conversamos por telefone todos os dias.”
“Temos um apartamento em Copacabana, um bairro do Rio de Janeiro. Quando olho pela janela, vejo nosso pátio repleto de árvores altas. Muitas vezes há macaquinhos nelas, mas também é possível avistar tucanos e belos beija-flores. Nesta cidade verde, os animais vivem conosco, e nós vivemos com eles.”
“As crianças das favelas mal aprendem a ler e escrever e, por isso, às vezes acabam seguindo o caminho errado. Foi por isso que fundei, em 2016, a organização educacional EduMais. Além das matérias regulares, também ensinamos habilidades sociais e emocionais. Cada dia de trabalho é diferente. Ajudo as crianças, oriento os coordenadores e busco patrocinadores. Recentemente, um ex-aluno recebeu uma bolsa de estudos para estudar em Sydney. É maravilhoso que tenha dado certo. As crianças são muito talentosas, felizes e gratas. Existe muito preconceito contra as favelas, mas eu nunca me senti insegura andando por lá.”
“Depois, encontro meus amigos — dos Países Baixos, do Brasil e de outros países. Também adoro fazer trilhas nas montanhas; ou vou à praia, saio para comer ou tiro fotos. Quando Gerard está aqui, tentamos aproveitar ao máximo o tempo juntos. À noite, por exemplo, gostamos de sentar juntos na ampla praia de Leme e admirar o lindo pôr do sol nas pedras do Arpoador, entre Copacabana e Ipanema.”
“O Rio é uma cidade de extremos: ricos e pobres, seguro e perigoso, amoroso e malicioso — tudo convive aqui. É por isso que acho este lugar tão fantástico! Não deixe de ir à Pedra da Tartaruga, no Parque Estadual da Pedra Branca. A trilha não é fácil, mas a vista magnífica vale muito a pena.”