É difícil para mim trabalhar com metodologias, regras ou até mesmo planos. Por isso, no início, questionei o conceito de disciplina positiva e admito que às vezes tive dúvidas a respeito. No entanto, isso me fez refletir sobre a época em que eu estava na pré-escola e na escola, e sobre as relações com os adultos durante a minha infância. Essa retrospectiva me permitiu usar as “ferramentas” da disciplina positiva. Precisei redefinir meu corpo, minha mente e até mesmo minha voz. Além disso, foi um desafio!
Achei muito inspirador ver como as crianças (do programa pós-escola, do acampamento de verão de inglês e do grupo de videogames/design para web) assimilaram técnicas de autorregulação. Em pouco tempo, elas incorporaram com muita naturalidade coisas como o “cantinho para se acalmar”, métodos de respiração e sinais não verbais para expressar emoções ou sentimentos em um determinado momento.
Observei que, no aspecto físico, essas ações as ajudaram a ficar mais tranquilas e relaxadas, além de se sentirem bem no próprio corpo e aceitá-lo. Já no aspecto mental, com o tempo, as crianças se sentiram confortáveis e seguras para expressar o que sentiam ou precisavam, o que queriam ou não queriam.
Ao criar esse ambiente de aprendizagem ouvindo e conversando uns com os outros, criamos um espaço de respeito e confiança, com momentos bons e ruins, improvisos e surpresas.
No entanto, as crianças não deixaram de ser barulhentas ou travessas, o que, afinal, faz parte do crescimento delas, mas receberam muitas contribuições. Eu também.
Estou muito curiosa para ver os resultados a longo prazo.
EduMais – Educar é um ato de amor.
Matylda Rosinska
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