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Design de Jogos Sérios nas favelas do Rio de Janeiro – Dia 2: criando objetos para brincar

07/01/2022 | 0 Comentários

 

A arte está em fazer

Blog escrito por Jurriaan van Rijswijk, Games for Health, publicado com autorização.

Que disposição, que entusiasmo e que energia os alunos do Acampamento de Verão da EduMais têm! Hoje foi dedicado a três coisas:

Criar
Criar
Criar

 

Começamos o dia com um clássico — sim, um clássico: o Desafio do Espaguete e Marshmallow. O desafio consiste em construir a estrutura independente mais alta possível usando 20 fios de espaguete, 1 metro de barbante, 1 metro de fita adesiva e um marshmallow. É uma oficina que demonstra que todo projeto de design de jogos parte de pressupostos e que criar jogos é, na verdade, um trabalho em equipe. E que fracassar é uma possibilidade.

 

Depois da oficina do Desafio do Espaguete e Marshmallow, mergulhamos em 5 oficinas de criação.

A Oficina 1 foi sobre Lego. Em termos de jogos, Lego é uma brincadeira de mundo aberto — ou, muitas vezes, nem é considerado um jogo. Desafiamos os alunos a criar um jogo de xadrez clássico com Lego.

 

 

Workshop 2 foi sobre MakeyMakey. Um kit para montar seu próprio controle, que transforma uma banana ou uma folha de papel-alumínio em um controle de jogo, usando objetos como sensores para brincar.

 

 

 

Oficina 3 foi sobre a arte da arte. Para visualizar objetos e interações para brincar, é preciso saber representá-los com desenhos e imagens, em vez de usar palavras. Muitas vezes, é bem difícil visualizar objetos simples. Com algumas técnicas poderosas, é possível aprender a representar esses objetos de forma simplificada.

 

 

Este vídeo mostra Flavia, designer e pesquisadora brasileira que contribui voluntariamente com o curso, ensinando a criar com as 3 formas básicas: um círculo, um retângulo e um triângulo.

 

Flavia explicando os princípios básicos do design.

 

Oficina 4 foi sobre os LittleBits. Provavelmente, uma das oficinas favoritas dos alunos da EduMais. LittleBits são objetos magnéticos que se encaixam. E, quando montados da maneira certa, formam uma placa de circuito funcional. Hardware como se fosse software, basicamente.

Adoro este vídeo, gravado por Sandra van Rijswijk, de um dos alunos explicando à professora como os LittleBits funcionam.

 

A Oficina 5 foi sobre jogar jogos educativos já existentes e refletir sobre eles. Os alunos adoraram e odiaram os jogos. E isso foi de propósito. Porque criar jogos não só gera fãs, mas também haters. Saber lidar com as emoções de todos que têm uma opinião é um aspecto importante para criar uma comunidade de jogos saudável. E muitas vezes é melhor ouvir seus críticos e as sugestões deles para melhorar o jogo do que ouvir apenas os fãs!

Jogos educativos: divertidos ou não?

 

Terminamos o dia com uma segunda rodada do desafio do marshmallow. Perguntamos aos alunos o que aprenderam hoje, do que gostaram e o que gostariam de ver melhorado. Depois de resumirmos tudo coletivamente e apresentarmos ao grupo inteiro, olhamos para trás e vemos um dia produtivo. Estamos prontos para o dia seguinte: criar conceitos de jogos!

 

Embora, para quem vem de fora, os arredores da favela muitas vezes não pareçam muito atraentes, a beleza desses estudantes, dispostos a aprender e avançar durante as férias de verão, em seu tempo livre, merece muito respeito. E, com bastante frequência, até a natureza mostra que as favelas são bonitas!

O sol projetou alguns feixes de luz sobre as samambaias fixadas nas paredes da Escola Solar.

Hoje eles jogam. Amanhã, criam. Conheça nosso programa de Design de Jogos Sérios, doe para manter nossas aulas gratuitas ou seja voluntário conosco no Rio.