Nos morros do Rio de Janeiro, longe dos arranha-céus e das conexões de alta velocidade do “asfalto” — as áreas mais ricas e asfaltadas da cidade —, existe uma realidade digital muito diferente. Reduzir a desigualdade digital nas favelas do Rio não é apenas levar dispositivos ou internet: é abrir caminho para oportunidades reais. Nas favelas onde a EduMais atua, o acesso à tecnologia é limitado, e as habilidades digitais costumam estar anos atrasadas. À medida que a inteligência artificial e a automação transformam o mercado de trabalho global, nossos alunos correm o risco de ficar para trás — não por falta de talento ou determinação, mas por falta de acesso.
Mas acreditamos que ninguém deve ficar para trás.
O Banco Mundial destacou recentemente uma realidade global alarmante: um terço da população mundial vive na “escuridão digital”. Mesmo em regiões altamente desenvolvidas, como a União Europeia, quase metade de todos os adultos ainda tem dificuldade com ferramentas digitais básicas. Mas aqui vai a boa notícia: a inclusão digital é possível. A falta de privilégios, e não a falta de potencial, é o que mantém tantas pessoas fora da economia digital.
Na EduMais, não vamos esperar. Estamos agindo.
Já demos o primeiro passo com nossas aulas de Design de Jogos Sérios, nas quais os estudantes não apenas jogam — eles criam jogos. Essa abordagem prática desmistifica a tecnologia e permite que os estudantes criem com propósito. E, em 2026, vamos ampliar nossa oferta com cursos digitais de Microsoft Office e treinamento em GDevelop para aprofundar suas habilidades em ferramentas usadas no dia a dia.
Não são apenas extras interessantes. São essenciais.
Nossos alunos precisam de fluência digital para competir no mercado de trabalho atual. Seja qual for a carreira que sigam — em tecnologia, negócios, mídia ou até mesmo educação —, eles precisam de mais do que habilidades para usar as redes sociais. Precisam saber criar, resolver problemas e colaborar em ambientes digitais.
A estrutura ACTS do Banco Mundial — Estratégia de ação, Coordenação, Capacitação e Monitoramento sistemático — oferece um excelente guia. Embora não sejamos um órgão governamental, a EduMais aplica esses princípios na prática:
Estratégia de ação: Nossos programas são cuidadosamente elaborados para desenvolver habilidades digitais fundamentais, alinhadas a ferramentas e oportunidades do mundo real.
Coordenação: Firmamos parcerias com educadores locais e internacionais, profissionais de tecnologia e voluntários para levar os melhores recursos às nossas salas de aula.
Capacitação: Oferecemos cursos envolventes e práticos, adaptados à realidade dos nossos alunos — com atividades práticas, relevantes e que os fortalecem.
Monitoramento: Não trabalhamos com suposições. Acompanhamos o progresso e nos adaptamos, aprimorando continuamente nosso trabalho com base no que funciona.
A desigualdade digital não se resume à falta de dispositivos ou de acesso à internet. Trata-se de oportunidades. Trata-se de saber se um jovem das favelas do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo tem a mesma chance de construir um futuro que alguém de Ipanema.
A revolução da IA não vai esperar. Mas, com a capacitação, a mentalidade e o apoio certos, nossos alunos não ficarão para trás. Eles estarão preparados — não apenas para sobreviver à economia digital, mas para moldá-la.
Na EduMais, estamos construindo esse futuro. Uma habilidade de cada vez.